domingo, 26 de abril de 2009
Pedido para a retirada do PLS 112/2006 da pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal
tendo em vista que o PLS 112 de 2006 da autoria do Sen. Jose Sarney está incluso na pauta da CCJ do dia 29 de abril, pedimos a sua atenção:
O Projeto de Lei, uma propositura com certeza bem intencionada, provoca alguns retrocessos nos direitos das pessoas com deficiência, inclusive em relação aos direitos já duramente conquistados.
Em vários aspectos contradiz a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi ratificada por essa casa com equivalência de Emenda Constitucional, passando pelo uso de terminologias inadequadas, pela descaracterização da deficiência como uma característica do ser humano ao tentar estabelecer um padrão de normalidade.
Fere direitos adquiridos à educação e ao trabalho; entre outras coisas, apresenta a deficiência como justificativa de exclusão ou de incompatibilidade plena, o que é incompatível com os direitos humanos.
Nesse sentido, pedimos que o PLS 112 de 2006 seja retirado da pauta para uma melhor análise dos senhores Senadores e principalmente para que os órgãos e entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência sejam ouvidos.
Entendendo que é do vosso interesse que não hajam retrocessos, perdas de direitos e incompatibilidades legais, esperamos que o nosso pedido seja atendido.
Claudia Grabois
Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down
Ana Paula Crosara
membro do Comitê Jurídico
sexta-feira, 27 de março de 2009
Inclusão para a autonomia

O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto pela Down Syndrome International como o dia 21 de março porque essa data se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do 21. A primeira comemoração da data foi em 2006 e, nesse ano, a comemoração coincidiu com os 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21 pelo Dr. Jérôme Lejeune.
Inclusão para a autonomia
É o que resume para o que trabalhamos, esperamos e devemos oferecer a nossos filhos, filhas e parentes com Síndrome de Down. Um ano depois da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reafirmamos o direito à Inclusão Social plena de todas as pessoas. Inclusão essa garantida por lei e que deve ser exercida e cumprida pelos governos e por toda a sociedade.
Nosso objetivo é que as pessoas com Síndrome de Down tornem-se cidadãos respeitados, plenamente inseridos, e tenham o direito à autonomia que só acontece em um contexto inclusivo, desde antes do nascimento, passando pelo processo escolar em classes comuns da escola regular e chegando aos anos da maturidade com trabalho, direitos e deveres idênticos a qualquer outra pessoa e, como sujeitos de direitos, aptos a fazer suas escolhas e viver sua vida e, quando necessário, com o devido apoio.
A convenção será também motivo de comemoração na semana do Dia Internacional da Síndrome de Down. Todos seus artigos consagram esses direitos pelos quais tanto lutamos e que tanto precisamos para que as pessoas com deficiência intelectual e todas as pessoas com deficiência tenham acesso a uma vida digna, autônoma e independente.
INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA é a chave para a acessibilidade, para que os familiares confiem em seus filhos e parentes com Síndrome de Down e para que tenhamos ainda mais estímulo para lutar para que as leis sejam cumpridas. Participe você também.
A FBASD – Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down – tem como uma de suas principais metas o fortalecimento de suas associadas, com uma parceria sólida que vise o acolhimento das famílias e a busca pela inclusão social plena a partir do nascimento de cada criança, com apoio incondicional à educação inclusiva, seja na rede pública de ensino ou nas escolas privadas, apoio à autonomia e ao direito à inserção no mercado de trabalho, incentivo à formação de autodefensores, apoio aos programas que coíbam a violência e apoiem nossos filhos na idade adulta e na velhice e aos demais programas e projetos que tratem da inclusão social e do direito à cidadania plena das pessoas com Síndrome de Down.
Nosso papel é incentivar e buscar autonomia para nossos filhos. Para que tenhamos sucesso, precisamos nos unir nessa jornada, exigindo o cumprimento das leis e nos opondo firmemente a qualquer forma de preconceito e de discriminação.
É importante que todas as associações encontrem na federação esse espaço de troca, fortalecimento, incentivo e apoio, que tenham a certeza de que lutaremos pelo avanço e pelo cumprimento das políticas públicas de inclusão e que teremos como norte a Constituição Federal e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, entre outras leis.
Caso sua associação ainda não seja filiada ou esteja afastada por algum motivo, convidamos a se unir à FBASD, certos de que juntos seremos ainda mais fortes e que sonho que se sonha junto é realidade.
NOSSA MISSÃO
Liderar o processo de transformação da sociedade para que se reconheça a pessoa com Síndrome de Down como cidadão pleno e integrado, por meio de mobilização, convencimento e incorporação da classe política dirigente, do sistema educacional, de outros organismos sociais e da comunicação, apoiado em valores como inclusão, ética da diversidade, solidariedade, responsabilidade e equidade.
A meta da inclusão é, progressivamente, transformar a sociedade para que se termine com qualquer tipo de segregação. Entendemos que cada ser humano é diferente, não só em suas características físicas ou psíquicas como também em suas necessidades. Por isso não acreditamos em inclusão restrita ou condicionada a contextos sociais ou patologias clínicas.
Dentro desse contexto, além da assistência às famílias, a formação do indivíduo é de fundamental importância. Enfim, a sustentação aos que estarão diretamente implicados com as mudanças é condição necessária para que elas não sejam impostas, mas imponham-se como resultado de uma consciência cada vez mais evoluída de educação e de desenvolvimento humano.
O que significa ser uma escola inclusiva?
Uma escola inclusiva é a que educa todos os alunos em salas de aula comuns. Isso significa que todos recebem educação e frequentam aulas normais. Também significa que todos recebem oportunidades educacionais adequadas, desafiando suas necessidades e otimizando assim suas habilidades. Mais ainda: recebem o apoio e a ajuda que eles ou seus professores possam necessitar para alcançar sucesso nas principais atividades. Uma escola inclusiva vai além disso: é o lugar do qual todos fazem parte, em que todos são aceitos, onde todos ajudam e são ajudados por seus colegas e por outros membros da comunidade escolar para que suas necessidades educacionais sejam satisfeitas.
A pessoa com Síndrome de Down
1. Cada pessoa com SD é um ser humano único. Não generalize o comportamento (bom ou ruim) de uma pessoa como se todas as outras fossem iguais.
2. Todas as pessoas, incluindo as pessoas com SD, têm capacidade para aprender qualquer coisa, desde que lhe sejam oferecidas as condições para tal. Se você assumir que alguém não vai aprender algo, você não vai fazer nenhum esforço para ensinar.
3. Esqueça-se do mito da idade mental. Um adolescente com SD se comporta como um adolescente, um adulto como um adulto. Trate cada um deles de acordo com a fase da vida em que está.
4. Não se deixe influenciar pela opinião de pessoas que nunca conviveram diretamente com uma pessoa com Síndrome de Down. Muitas vezes elas têm informações desatualizadas que podem induzir ao preconceito e ao erro, inclusive a mídia e os médicos podem se colocar algumas vezes de forma equivocada e desatualizada. Por isso fiquem atentos.
5. A pessoa com SD tem direito ao trabalho (de forma apoiada ou não) como qualquer outro cidadão e nunca pode ser considerada como incapaz. A inclusão no mercado de trabalho é um direito que pode e deve ser exercido. Pessoas com Síndrome de Down que exercem esse direito exercitam também a cidadania.
6. As pessoas com SD não precisam, obrigatoriamente, ser interditadas e, mesmo quando julgado necessário, existe a possibilidade de interdição parcial.
Síndrome de Down na internet
A internet é um recurso fabuloso, mas, como a rede não tem limites de espaço, você vai encontrar tudo que já foi escrito a respeito do assunto, seja a descoberta mais recente como os conceitos mais ultrapassados e, pior, nem sempre o que você encontra tem data. Você corre o risco de acreditar em afirmações que foram feitas há mais de 50 anos. Preste atenção.
Blog da FBASD
http://fbasd.blogspot.com/
As associações estão listadas no blog da FBASD (à sua esquerda)
Acesse e entre em contato com a associação da sua cidade. Nossas associações oferecem vários tipos de serviços e atividades e todas elas podem lhe ajudar muito.
Se encontrar alguma dificuldade, envie um e-mail para secretariafbasd@gmail.com
Grupo de Discussão
Como referência na internet, a FBASD indica o grupo síndrome de down. Através dele você poderá ter acesso a informações e a grupos regionais.
http://br.groups.yahoo.com/group/sindromededown/
Associações locais
Os endereços e contatos das associações locais podem ser pedidos diretamente pelo e-mail
presidentefbasd@gmail.com ou encontrados no blog da FBASD
Sede
CRS 507 – Bloco B – Loja 67
CEP – 70351-520 – Brasília-DF
(61) 3244-8514
secretariafbasd@gmail.com
Fale com a presidente
Claudia Grabois
presidentefbasd@gmail.com
contato:021-81690592
Resposta da FBASD para o Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul
Vamos começar pelo preferencialmente. A lei usa o termo para o atendimento educacional especializado,que deve ser “preferencialmente” na escola, necessariamente no contraturno, e sem prejuizo do ensino na classe comum e em conjunto com todas as crianças.
Toda legislação ordinária deve acompanhar a Constituição Federal, que por sua vez garante o acesso a escola regular, na classe comum para todas as crianças, e essa não pode ser alterada por nenhuma outra lei. Temos hoje a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência vigorando em todo o território Nacional com valor de Emenda Constitucional, e que consagra mais uma vez o direito adquirido à educação, uma garantia para todos(as).
As escolas privadas seguem a mesma legislação das escolas públicas e oferecem um serviço que não pode discriminar e mais ainda precisam sim atender a todos e todas que as procuram, sem restrições. Alegar falta de capacitação ou preparo não é papel de escola ou de educador.
As escolas devem sim atender a todos, incluindo e ensinando, sem estimular preconceitos e ensinando diferenças com naturalidade. Deficiência não é fenômeno. É uma condição e faz parte de um conjunto de caracteristicas da pessoa, mas o preconceito sim é um fenômeno degradante.
Os donos de estabelecimentos de ensino devem orientar os seus diretores e coordenadores a agirem em conformidade com a legislação que não foi inventada e é acessível, por isso precisam urgentemente ser esclarecidos quando agem de forma preconceituosa e assistencialista. Os direitos adquiridos não são concessões, foram conquistas do movimento de defesa dos direitos da pessoa com deficiência.
Atento também que negar matrícula é crime tipificado no código penal e que negar matrícula pela condição de deficiência é discriminação, que também é crime no nosso país.
É hora do Brasil mudar e entender que pessoas com deficiência são cidadãos e não importa a idade. É hora dos estabelecimentos de ensino cumprirem a lei sob pena de serem responsabilizados.
Não aceitaremos mais qualquer forma de preconceito e discriminação dentro das escolas.As pessoas que querem ter um estabeleciemento de ensino devem saber que precisam atender a todos(as), pessoas com e sem deficiência, e se não estiverem dispostos não devem se intitular donos de escolas ou educadores.
Nós vamos cumprir com o nosso dever e exigir os direitos dos nosso filhos e filhas, e dar mais um passo na luta contra o preconceito explícito, mascarado por "concessão". Não precisamos de concessões, temos todos os direitos garantidos pela legislação vigente.
E caminhamos em total consonância com as políticas públicas de inclusão do MEC SEESP, que também não inventou nada.Faz o que a Constituição exige.
Claudia Grabois
Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down
Artigo publicado no jornal Zero Hora
A polêmica questão da inclusão, por Osvino Toillier *Felizmente, cada vez mais se consolida entre nós a cultura inclusiva, ou seja, o respeito ao diferente. Neste universo, incluem-se também os portadores de necessidades especiais, ou seja, cegos, surdos, diferentes síndromes.
Esse contingente era atendido pelas Apaes – escolas especiais que sempre foram merecedoras de admiração, respeito e apoio da comunidade, pela natureza do serviço que prestam.
A sensibilidade e o carinho da sociedade para com os portadores de necessidades especiais evoluíram para adequação de ambientes físicos e transporte coletivo a fim de facilitar a acessibilidade sem constrangimentos. E a legislação foi sendo consagrada neste sentido também, estabelecendo-se datas para o cumprimento dessa exigência para as instituições educacionais.
Muitas escolas, há muito tempo, estão fazendo belo trabalho de inclusão de portadores de necessidades especiais, em todos os níveis, com capacitação dos docentes para a compreensão do fenômeno, especializando-se em determinado tipo de inclusão, à semelhança de outra área do saber.
A polêmica surgiu a partir do momento em que se começou a divulgar a informação equivocada de que a escola é obrigada a aceitar a matrícula de alunos, independentemente da situação, gerando conflitos e expondo as instituições a constrangimento público.
Vamos por etapas: 1) temos toda a sensibilidade e respeito com os portadores de necessidades especiais; 2) temos instruído as instituições sobre os mais diversos aspectos que a temática enseja; 3) somos favoráveis à inclusão desses alunos nas classes regulares sempre que a escola julgar que tenha condições de atendê-los com qualidade.
Querer, porém, impor à escola a obrigatoriedade de atender qualquer nível de necessidade especial é equívoco, porque a própria Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases falam em “preferencialmente”, o que não pode ser substituído por “obrigatoriamente”.
Se a medicina e todos os campos do saber humano cada vez mais têm necessidade de especialização, como então impor à escola a responsabilidade de atender como especialista todos os tipos de necessidade especial?
A partir do momento em que a escola aceita a matrícula de determinado aluno cego, surdo, com síndrome de Down ou qualquer outra necessidade, obriga-se a ter condições estruturais e recursos humanos com especialistas para atendê-los. Sem falar de outras situações que exigem profissional permanentemente à disposição do aluno, já que o professor está comprometido com a aprendizagem do grupo todo. E, quanto aos custos, quem assume isto?
Pelo que se percebe, o assunto é muito delicado, exige análise sem emocionalismo, com a certeza de que temos de caminhar juntos na consolidação da cultura inclusiva, mas aceitar que, dependendo da natureza, o atendimento em escola especial é a melhor solução, por mais que o ensino regular se esforce em absorver.
* Presidente do Sinepe/RS
quinta-feira, 26 de março de 2009
Inclusão para a autonomia

O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto pela Down Syndrome International como o dia 21 de março porque essa data se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do 21. A primeira comemoração da data foi em 2006 e, nesse ano, a comemoração coincidiu com os 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21 pelo Dr. Jérôme Lejeune.
Inclusão para a autonomia
É o que resume para o que trabalhamos, esperamos e devemos oferecer a nossos filhos, filhas e parentes com Síndrome de Down. Um ano depois da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reafirmamos o direito à Inclusão Social plena de todas as pessoas. Inclusão essa garantida por lei e que deve ser exercida e cumprida pelos governos e por toda a sociedade.
Nosso objetivo é que as pessoas com Síndrome de Down tornem-se cidadãos respeitados, plenamente inseridos, e tenham o direito à autonomia que só acontece em um contexto inclusivo, desde antes do nascimento, passando pelo processo escolar em classes comuns da escola regular e chegando aos anos da maturidade com trabalho, direitos e deveres idênticos a qualquer outra pessoa e, como sujeitos de direitos, aptos a fazer suas escolhas e viver sua vida e, quando necessário, com o devido apoio.
A convenção será também motivo de comemoração na semana do Dia Internacional da Síndrome de Down. Todos seus artigos consagram esses direitos pelos quais tanto lutamos e que tanto precisamos para que as pessoas com deficiência intelectual e todas as pessoas com deficiência tenham acesso a uma vida digna, autônoma e independente.
INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA é a chave para a acessibilidade, para que os familiares confiem em seus filhos e parentes com Síndrome de Down e para que tenhamos ainda mais estímulo para lutar para que as leis sejam cumpridas. Participe você também.
A FBASD – Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down – tem como uma de suas principais metas o fortalecimento de suas associadas, com uma parceria sólida que vise o acolhimento das famílias e a busca pela inclusão social plena a partir do nascimento de cada criança, com apoio incondicional à educação inclusiva, seja na rede pública de ensino ou nas escolas privadas, apoio à autonomia e ao direito à inserção no mercado de trabalho, incentivo à formação de autodefensores, apoio aos programas que coíbam a violência e apoiem nossos filhos na idade adulta e na velhice e aos demais programas e projetos que tratem da inclusão social e do direito à cidadania plena das pessoas com Síndrome de Down.
Nosso papel é incentivar e buscar autonomia para nossos filhos. Para que tenhamos sucesso, precisamos nos unir nessa jornada, exigindo o cumprimento das leis e nos opondo firmemente a qualquer forma de preconceito e de discriminação.
É importante que todas as associações encontrem na federação esse espaço de troca, fortalecimento, incentivo e apoio, que tenham a certeza de que lutaremos pelo avanço e pelo cumprimento das políticas públicas de inclusão e que teremos como norte a Constituição Federal e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, entre outras leis.
Caso sua associação ainda não seja filiada ou esteja afastada por algum motivo, convidamos a se unir à FBASD, certos de que juntos seremos ainda mais fortes e que sonho que se sonha junto é realidade.
NOSSA MISSÃO
Liderar o processo de transformação da sociedade para que se reconheça a pessoa com Síndrome de Down como cidadão pleno e integrado, por meio de mobilização, convencimento e incorporação da classe política dirigente, do sistema educacional, de outros organismos sociais e da comunicação, apoiado em valores como inclusão, ética da diversidade, solidariedade, responsabilidade e equidade.
A meta da inclusão é, progressivamente, transformar a sociedade para que se termine com qualquer tipo de segregação. Entendemos que cada ser humano é diferente, não só em suas características físicas ou psíquicas como também em suas necessidades. Por isso não acreditamos em inclusão restrita ou condicionada a contextos sociais ou patologias clínicas.
Dentro desse contexto, além da assistência às famílias, a formação do indivíduo é de fundamental importância. Enfim, a sustentação aos que estarão diretamente implicados com as mudanças é condição necessária para que elas não sejam impostas, mas imponham-se como resultado de uma consciência cada vez mais evoluída de educação e de desenvolvimento humano.
O que significa ser uma escola inclusiva?
Uma escola inclusiva é a que educa todos os alunos em salas de aula comuns. Isso significa que todos recebem educação e frequentam aulas normais. Também significa que todos recebem oportunidades educacionais adequadas, desafiando suas necessidades e otimizando assim suas habilidades. Mais ainda: recebem o apoio e a ajuda que eles ou seus professores possam necessitar para alcançar sucesso nas principais atividades. Uma escola inclusiva vai além disso: é o lugar do qual todos fazem parte, em que todos são aceitos, onde todos ajudam e são ajudados por seus colegas e por outros membros da comunidade escolar para que suas necessidades educacionais sejam satisfeitas.
A pessoa com Síndrome de Down
1. Cada pessoa com SD é um ser humano único. Não generalize o comportamento (bom ou ruim) de uma pessoa como se todas as outras fossem iguais.
2. Todas as pessoas, incluindo as pessoas com SD, têm capacidade para aprender qualquer coisa, desde que lhe sejam oferecidas as condições para tal. Se você assumir que alguém não vai aprender algo, você não vai fazer nenhum esforço para ensinar.
3. Esqueça-se do mito da idade mental. Um adolescente com SD se comporta como um adolescente, um adulto como um adulto. Trate cada um deles de acordo com a fase da vida em que está.
4. Não se deixe influenciar pela opinião de pessoas que nunca conviveram diretamente com uma pessoa com Síndrome de Down. Muitas vezes elas têm informações desatualizadas que podem induzir ao preconceito e ao erro, inclusive a mídia e os médicos podem se colocar algumas vezes de forma equivocada e desatualizada. Por isso fiquem atentos.
5. A pessoa com SD tem direito ao trabalho (de forma apoiada ou não) como qualquer outro cidadão e nunca pode ser considerada como incapaz. A inclusão no mercado de trabalho é um direito que pode e deve ser exercido. Pessoas com Síndrome de Down que exercem esse direito exercitam também a cidadania.
6. As pessoas com SD não precisam, obrigatoriamente, ser interditadas e, mesmo quando julgado necessário, existe a possibilidade de interdição parcial.
Síndrome de Down na internet
A internet é um recurso fabuloso, mas, como a rede não tem limites de espaço, você vai encontrar tudo que já foi escrito a respeito do assunto, seja a descoberta mais recente como os conceitos mais ultrapassados e, pior, nem sempre o que você encontra tem data. Você corre o risco de acreditar em afirmações que foram feitas há mais de 50 anos. Preste atenção.
Blog da FBASD
http://fbasd.blogspot.com/
As associações estão listadas no blog da FBASD (à sua esquerda)
Acesse e entre em contato com a associação da sua cidade. Nossas associações oferecem vários tipos de serviços e atividades e todas elas podem lhe ajudar muito.
Se encontrar alguma dificuldade, envie um e-mail para secretariafbasd@gmail.com
Grupo de Discussão
Como referência na internet, a FBASD indica o grupo síndrome de down. Através dele você poderá ter acesso a informações e a grupos regionais.
http://br.groups.yahoo.com/group/sindromededown/
Associações locais
Os endereços e contatos das associações locais podem ser pedidos diretamente pelo e-mail
presidentefbasd@gmail.com ou encontrados no blog da FBASD
Sede
CRS 507 – Bloco B – Loja 67
CEP – 70351-520 – Brasília-DF
(61) 3244-8514
secretariafbasd@gmail.com
Fale com a presidente
Claudia Grabois
presidentefbasd@gmail.com
contato:021-81690592
Sobre o pronunciamento do Senador Flavio Arns no dia 17/3
Nosso tema para o Dia Internacional da Síndrome de Down é "Inclusão para a Autonomia", o que por sí só resumiria o por que da discordância.
O discurso do Senador Flavio Arns baseia-se em um modelo de saúde/assistencialista e faz uso de exemplos e atendimentos que podem estar acontecendo de forma inadequada em algumas localidades, para se contrapor a Inclusão Plena das Pessoas com Deficiência na Sociedade.
O MEC SEESP exerce um papel muito importante ao direcionar às suas políticas inclusivas, em total concordância com os arts 205 e 208 da CF e com o art 24 da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que tem equivalência de Emenda Constitucional e vigora em todo território nacional.
Todas as crianças tem o direito de conviver, crescer e estudar com a sua própria geração e seus pares,e que são pessoas com e sem deficiência. Está comprovado que essas crianças se tornam jovens e adultos com mais ou mesmo plena autonomia e necessitando ou não de apoio, pertencem à sociedade, que por suas vez, com a convivência , aprende também a valorizar e legitimar as diferenças.
Mesmo que hajam problemas , pois o sucesso da educação inclusiva depende também do apoio da classe política e da sociedade civil, organizada ou não.
Mesmo assim, a política pode ser melhorada onde necessário, mas de forma alguma destruída ou desmoralizada, de modo a passar a idéia de que a segregação é o modelo ideal de convivência e de respeito à pessoa com deficiência, em uma conceituação puramente assistencialista e ultrapassada.A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down incentiva as suas associações a se manifestarem contra esse pronunciamento que está na contramão da Inclusão de nossas crianças no sistema regular de ensino e em classes comuns.
Queremos sim o atendimento especializado necessariamente no contraturno.
Queremos sim a classe política apoiando a educação inclusiva, que é o caminho para a autonomia. Queremos sim, que todas as crianças,adolescentes e jovens tenham atendimento adequado conforme preconiza a lei.
Aproveito ese momento, quando ainda comemoramos o Dia Internacional da Síndrome de Down-Inclusão para a Autonomia, para pedir mais verba para a Educação.Mas para a educação de qualidade para Todos(as), e que um dia toda escola do Brasil tenha uma sala de recursos multifuncionais para atender aos seus alunos com deficiência e necessariamente no contra turno.
Isso é possível ,desde que haja vontade e apoio da classe política. Não é um sonho, pois se as verbas da Educação em todos os Estados fossem destinadas para a melhoria do ensino na escola regular com as suas classes comuns e aumento de salas de recursos multifuncionais, certamente a educação no Brasil estaria hoje escrevendo uma nova História. Inclusiva,cidadã e em
concordância com a nossa Constituição, assim como caminha o MEC SEESP.
Atenciosamente
Claudia Grabois
presidente da FBASD
http://fbasd.blogspot.com
presidentefbasd@gmail.com
Federação Brasileira das Associações de Síndrome de DownAmankay Instituto de Estudos e Pesquisas. Associação Grupo 25Associação Carpe DiemFórum Permanente de Educação InclusivaCentro de Estudos Multidisciplinar Pró Inclusão (CEMUPI)/ Belas ArtesGrupo Síndrome de DownGrupo Projeto Roma BrasilGrupo Autismo e InclusãoGrupo RJDownREDE INCLUSIVAComissão de Direitos Humanos e Assistência Social da Ordem dos Advogados do Brasil-RJAssociação Inclusiva ExistirAgência InclusiveAFAD 21Coletivo Estadual de Professores e Professoras com Deficiencia da APEOESP.
MODEF - Movimento em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiencia.
Comissão de Educação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiencia de
Osasco.
Coletivo Nacional de Trabalhadores com deficiencia da Educação.Associação Down 21INSTITUTO DOS ADVOGADOS DE MINAS GERAIS - SEÇÃO UBERLÂNDIA.
Lilia Pinto Martins-Presidente do CVI-RioMaria Teresa Eglér MantoanRico MendonçaNaira RodriguesFabio AdironJose IldonEurenice Faria MartinsAna Claudia CorreaNaziberto Lopes OliveiraMarcia Regina FaelliGecy SinosClaudia Vendramel Ferreira Franciscomaria Regina Chirichella
segunda-feira, 2 de março de 2009
Camisetas comemorativas



preços:
camiseta branca-15,00
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camiseta rosa -18,00
boné -10,00
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Inclusão para a autonomia
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| Prezados(as) Estamos iniciando hoje a divulgação dos evento do Dia Internacional da Síndrome de Down e do aniversário de 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21. Esse é o primeiro envio, com as atividades já confirmadas, mas outros eventos estão sendo marcados e serão adicionados na divulgação.Estamos aguardando a programação da sua associação, instituição ou grupo. Não deixe para a última hora, comece a se preparar agora e participe das comemorações na sua cidade e caso não tenha ainda nada marcado, entre em contato com as associações da sua cidade ou fale conosco pelo e-mail presidentefbasd@gmail.com Vamos convidar nossas famílias e amigos e fazer com que todas as comemorações contribuam para a inclusão plena das pessoas com síndrome de down na sociedade. Se quiser ser nosso parceiro ou apoiar os nossos eventos, entre em contato. Já contamos com o apoio para divulgação das instituições APABB-Brasil e APAE-Brasil Um abraço, Claudia Grabois Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down http://fbasd.blogspot.com/ mailto:presidentefbasd@gmail.com tel para contato: 21-81690592 INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA - Dia Internacional da Síndrome de Down 2009 O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto pela Down Syndrome International como o dia 21 de Março, porque esta data se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do 21. A primeira comemoração da data foi em 2006 e, nesse ano a comemoração coincide com os 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21 pelo Dr Jerome Lejeune. INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA é o resumo para o que trabalhamos, esperamos e devemos oferecer aos nossos filhos, filhas e parentes com Síndrome de Down. Um ano depois da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reafirmamos o direito à Inclusão Social plena de todas as pessoas. Inclusão essa garantida pela lei e que deve ser exercida e cumprida pelos governos e por toda a sociedade. A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down ,suas associadas,instituições e grupos parceiros, organizarão uma semana de eventos em todo o Brasil em comemoração a data, aproveitando para difundir ainda mais o conceito de inclusão que leva à autonomia. Inclusão plena de todas pessoas com síndrome de down na sociedade, desde o nascimento e em todos os lugares é o que queremos e estaremos propagando durante essa semana BRASÍLIA A FBASD convida a todos para a inaguração do Corredor Cultural, com exposição de arte e cultura e material de divulgação das associações, no dia 30/3,às 18h30m, na sede da Federação em Brasília. A FBASD convida a todos e todas para participarem dos eventos de seus Estados em comemoração ao dia internacional, convidando amigos e a sociedade em geral. Vamos aproveitar essa data para promover uma festa inclusiva,reunindo pessoas com e sem síndrome de down e brindando à inclusão. Inclua-se e seja bem vindo! Instituto Meta Social, Sociedade Síndrome de Down, Forum de Inclusão Permanente-UERJ,Grupo RJDown,Projeto Rio Down,FIERJ,Rede Inclusiva,Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência,Superintendência Estadual,CEPDE,COMDEF,OPA-ARI,CVI RJ,Humanitas-DH,FOPEDH-RJ,Núcleo Pró Acesso-UFRJ,Coletivo de Mulheres Negras e parceiros 1. Sessão Solene na Assembléia Legislativa, conjunta com Câmera dos Deputados e CURITIBA - PR Dia 21 de março-Inclusão para a Autonomia Quiosque no calçadão central de Curitiba, na rua XV de Novembro,com exposição de quadros e distribuição de folhetos sobre a SD.
ASSOCIAÇÃO DOWN DE GOIÁS – ASDOWN-GO Cinqüentenário da Trissomia do 21 "I Congresso Goiano sobre a Síndrome de Down: Inclusão para a Autonomia" 21 e 22 de março – 2009 - Goiânia - Goiás TEATRO DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS – CAMPUS V CONTATOS E INFORMAÇÕES: - Ana Maria Ferreira Motta Fernandes – Presidente da ASDOWN-GO - Fones: (62) 9228- 8467; (62) 3567-3058; (62) 3225-8118; e-mail: ana.motta@bol.com.br - Ediflany Machado – Assistente Social da ASDOWN-GO - Fones: (62) 9635-4764 ; (62) 3225-8118; e-mail: ediflany@pop.com.br Dia 24/3- audiência pública na Assembléia Legislativa. Inclusão para a Autonomia Dia 25 e 26/3- panfletagem em dois grandes parques da cidade: o Vaca Brava e o Areião. Cobertura da tv Anhanguera (rede Globo) e tv Brasil Central (Record). CUIABÁ - MT ASSOCIAÇÃO DOS SÍNDROME DE DOWN DE MATO GROSSO Dia 17\03 – Sessão Solene na Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso em comemoração ao dia Internacional da Síndrome de Down e aos 50 anos da descoberta cientifica da Trissomia do 21. Dia 18 e 19/03- Simpósio Síndrome de Down Informações e inscrições - as_down@hotmail.com / herfiliph@hotmail.com 20/03/09 Dia de lazer – SESI PARK. PERNAMBUCO Programação do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco alusiva ao Dia Internacional: Local: Sala de sessões 15 horas: Abertura Bate papo com Humberto Suassuna(SD) sobre "Autonomia, uma conquista". Mesa redonda com pais de pessoas com SD servidores do TRE-PE sobre a importância da família na busca pela inclusão e autonomia. Exibição de filme com a apresentação de Bruno Ribeiro Fernandes (SD) e Nathalia Reis dançando salsa na Feira de Qualidade de Vida do TRE-PE Exibição de maracatu por grupo de adolescentes (SD) do Integrarte. ALAGOAS A Vereadora de Maceió, Roseane Cavalcante,se engajando à luta nacional pela passagem do dia 21 de março - Dia Internacional da Síndrome de Down - fará pronunciamento sobre o tema da campanha "Inclusão para a Autonomia", durante o Grande Expediente da Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Maceió/AL, a ser realizada na tarde do dia 19 de março de 2009. A sessão é pública. BELO HORIZONTE e ITABIRA - MG 20-03 BH - Passeata Hora:8:30 (concentração) Local:Praça Sete á Prefeitura Municipal de Belo Horizonte: onde será entregue um documento ao Prefeito apresentando a necessidade de inclusão no Mercado de Trabalho dos jovens e adultos com a SD em BH. 21-03 BH - show: Banda Despertos e outras Hora e local indefinidos 21-03 Itabira - Abertura - Palestra e debate Hora e Local indefinidos. 22-03 BH - Entrada de crianças e jovens com SD junto aos jogadores do Clube Atlético Mineiro. Atlético(MG) x Vila Nova - campeonato estadual Hora:16:00 Local : Mineirão 22-03 Itabira - Encontro na Praça do Areão - Lanche coletivo Hora:16:00 Local:Praça do Areão 23-03 Itabira - Abertura da Semana da Sindrome de Down Abordagens sobre a SD e inclusão para alunos, pais e profissionais Hora :07:00 ás 11:00 Local:Núcleo de Educação BEM-ME-QUER. 25-03 BH - Palestras e Debates: "O Olhar dos Profissionais de Saúde Sobre as Pessoas com Deficiências." Catarina Maria Souza Cruz. "O mongolismo de Down e a TS 21 de Epstein:conhecimento e inclusão." Ubiratan G.vieira. Hora: 19:00 ás 22:00 Local: FUMEC- Faculdades de Saúde 27-03 Itabira - Palestra para pais e profissionais de educação:"Sindrome de Down e Inclusão" Catarina Maria Souza Cruz. Hora: 19:00 Local: Núcleo de Educação BEM-ME-QUER. 28-03 BH - Encerramento: Coffee-break, Palestra e Debate: Inclusão para Autonomia. Gil Pena Apresentações de artistas com SD: Grupo de Dança da Família Down. Dudu no cavaquinho. Hora: 08:00 ás 12:00 Local: Auditório do CREA MG Entidades Organizadoras: Família Down - BH, Meta Social BH,Conselho Municipal de Direitos das Pessoas com Deficiência de Itabira - APAE- Itabira
Inclusão para a autonomia MARANHÃO ASSOCIAÇÃO DOS FAMILIARES E AMIGOS DOS DOWN DO MARANHÃO – AFADMA RESPEITANDO E VALORIZANDO A DIVERSIDADE HUMANA DIA 21 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA SINDROME DE DOWN LOCAL DO EVENTO: Tropical Shopping (São Luis – MA) HORARIO: 15 h ás 21 h. PROGRAMAÇÃO: 15 h AS 19h: Distribuições de folders e orientações sobre a Síndrome de Down (equipe multidisciplinar - AFADMA). 19 h : Apresentação de dança, ritmo reggae em homenagem a capital São Luis considerada a capital do reggae brasileira (dançarinos da AFADMA).
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
SÍNDROME DE DOWN-INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA
INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA, é a frase escolhida e que resume para o que trabalhamos, o que esperamos e o que devemos oferecer aos nossos filhos e filhas e parentes com Síndrome de Down.
Um ano depois da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reafirmamos o direito à Inclusão Social plena de todas as pessoas. Inclusão essa garantida pela lei e que deve ser exercida e cumprida pelos governos e por toda sociedade.
Nosso objetivo é que as pessoas com Síndrome de Down tornem-se cidadãos respeitados, plenamente inseridos e tenham o direito à autonomia que só acontece em um contexto inclusivo, desde antes do nascimento, passando pelo processo escolar em classes comuns da escola regular e chegando aos anos da maturidade com direitos e deveres idênticos a qualquer outra pessoa e como sujeitos de direitos, aptos para fazer suas escolhas e viver a sua vida e quando necessário com o devido apoio
A Convenção será também motivo de comemoração nessa semana do Dia Internacional, pois todos os seus artigos consagram esses direitos pelos quais tanto lutamos e que tanto precisamos para que as pessoas com deficiência intelectual e todas as pessoas com deficiência tenham acesso a uma vida digna, autônoma e independente.
INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA, vamos divulgar essa frase, pois ela é a chave para a acessibilidade, para que os familiares confiem em seus filhos e parentes com Síndrome de Down e para que tenhamos ainda mais estímulo para lutar para que as leis sejam cumpridas.
Claudia Grabois-Presidente
Fabio Adiron-1o Relações Públicas
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Em resposta ao Jornal de Uberaba e ao jornalista José Loubeh
O autor da carta pode ser jornalista sim, mas muito desinformado e de extrema ignorância, pois ignora questões básicas inclusive em relação à legislação vigente no nosso país. Muito embora o artigo tenha sido veiculado no caderno opinião, responde por ele o jornalista e o Jornal.Segue abaixo a resposta oficial da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down,já publicada no Jornal de Uberaba.
Fonte-Jornal de Uberaba
12/01/2009 às 21:14
Em resposta
Me parece absurdo ver publicado um disparate desses menos de um ano depois da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU), que vigora em todo o território nacional com valor de Emenda Constitucional. Ao mesmo tempo, agradeço ao jornal pela possibilidade de esclarecer ao Sr. José Loubeh, o qual escreve com total desconhecimento de causa, e, talvez por isso, com teor profundamente preconceituoso, arrogante, desumano e de incentivo à discriminação, fazendo questão de explicitar a sua apologia ao aborto de bebês com Síndrome de Down, o que inclusive no nosso país é crime, assim como a discriminação também o é.
É preciso esclarecer ao autor da carta que já há muito tempo caiu em desuso o termo ”mongolismo”, sendo o correto “Síndrome de Down”, e que as Pessoas com Síndrome de Down têm um cromossomo a mais no par 21, e a isso se denomina trissomia do 21. Esclareço também, porque certamente o autor não sabe, que Síndrome de Down NÃO é uma doença, e os bebês que nascem com a Síndrome de Down são bebês como todos os outros. Dão risada, choram, brincam, crescem como todas as crianças e nos dão enormes alegrias; enfim, são filhos e filhas que amamos intensamente.
É preciso esclarecer também que as Pessoas com Síndrome de Down são sujeitos de direitos como toda e qualquer pessoa, porém, mais do que isso, são seres humanos que não podem em momento algum ser tratados da maneira sugerida pelo jornalista que assina a carta. Ninguém pode ou deve ser tratado assim. Pessoas com Síndrome de Down têm deficiência intelectual e têm sido vítimas de preconceitos em função da arrogância de alguns, o que provoca segregação, exclusão social e violência manifestada de várias formas. Com muito trabalho, há muitos anos começamos a luta pela inclusão social plena das Pessoas com Síndrome de Down, que o Sr. Loubeh sugere que sejam exterminadas. Com muita luta avançamos e as crianças com deficiência intelectual, que antes estudavam em escolas especiais, hoje estudam em classe comum e no convívio com todas as outras crianças.
Com muita determinação, os espaços no mercado de trabalho vêm sendo ocupados por pessoas com Síndrome de Down, assim como nas universidades e em todos os demais espaços sociais. Temos trabalhado intensamente para que a acessibilidade seja realidade no nosso país e para que todas as barreiras sejam rompidas, incluindo as atitudinais e as sociais, a fim de que as Pessoas com Síndrome de Down sejam plenamente incluídas. E esse trabalho é feito principalmente pelas próprias pessoas com Síndrome de Down, que tanto incomodam o autor do texto, que não percebe que ele sim, com seu perigoso discurso contra o nascimento de Pessoas com Síndrome de Down e de incitação ao aborto e à violência, se torna uma bandeira abominável pela discriminação de toda e qualquer diferença. Para não dizer que não falei das flores, seria mais digno se tivesse aberto mão da poesia e feito um discurso sobre a “pureza da raça” com uma frase direta de Adolf Hitler, que também pregava o extermínio e exterminou milhares de Pessoas com deficiência, dentre elas, Pessoas com Síndrome de Down.
A descoberta do cromossomo 21, por Jêrome Lejeune, aconteceu há 50 anos e é no dia 21 de março que comemoraremos o Dia Internacional da Síndrome de Down. Desde já, convido o Sr. Loubeh para participar e, como jornalista, cobrir os muitos eventos que serão realizados em todo o país, e quem sabe assim ele se descobre também como um ser humano completo e merecedor da convivência com as diferenças, que tanto nos enriquecem como sociedade organizada e como humanidade. Aproveito para convidar esse meio de comunicação para se juntar a nós na luta contra o preconceito e a discriminação, e pela inclusão plena das Pessoas com deficiência intelectual na sociedade.
Obs.: Para que o empresário e jornalista José Loubeh aprendesse, usei várias vezes “Pessoa com Síndrome de Down” e “pessoa com deficiência intelectual”, pois essas são as terminologias corretas.
Claudia Grabois é presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD)
sábado, 3 de janeiro de 2009
FELIZ 2009-Que Seja um Ano de Muitas Vitórias e Alegrias
Juntos tiraremos as pedras do caminho, com a certeza que nossos filhos, pais,primos,tios e amigos com deficiência intelectual podem e que nós,pais, familiares , amigos,professores e demais profissionais
também podemos.
Encerramos 2008 com um bom balanço e 2009 promete.
Tenham todos e todas um ótimo ano, com muita saúde, paz, prosperidade, alegrias,e com força e determinação para seguir lutando.
Parabenizamos especialmente todas as crianças,jovens e adultos com deficiência intelectual,e especialmente com síndrome de down, pelo exemplo de determinação que nos deram durante o ano, nos ensinando a cada dia que todos são capazes e tem um grande potencial a ser desenvolvido, assim como todas as pessoas,com e sem deficiência.
FELIZ 2009!
Claudia Grabois-presidente da FBASD em nome de toda diretoria